
Longe do meu castelo de vidro
Levo uma vida alternativa
Às margens da sociedade
Sem grandes problemas.
Sem grandes amores.
Apenas feliz.
Todos as facetas de uma existência, ilusões e paradigmas; convicções e dúvidas. Descobertas e criações inéditas de textos e arte. Aberto a todos que possuem mente e corpo, que se envolvem com questões espirituais ou materias, em suma, a todos.

Que parece não existir nada de melhor
Haverá algo que nos fará mais felizes;
Sempre quando tudo é tão ruim/
Que parece não haver nada de pior
Poderá haver algo que nos fará mais tristes;
É por isso que eu quero viver
Viver tão autenticamente
Aproveitar cada instante.
Não quero acumular riquezas
Quero alimentar minha “alma”
E satisfazer as vontades do meu corpo
Pois no final de tudo
Estarei aquecido pelas alegrias dessa vida
Que jamais esquecerei.
Quem não tem coragem de se enfrentar no espelho
Poderá perder-se para sempre
Quem não encontrar força para levantar a cabeça
Estará cavando a própria cova com o nariz
Não vale a pena viver na mentira
Não basta fingir que está tudo bem
Talvez seja mais um dia qualquer.
Talvez eu viva mais um momento,
Talvez não.
Talvez eu nunca mais fale com ninguém
Talvez eu queira ligar pra alguém e dizer adeus.
Talvez eu abandone tudo e queira ser seu amigo
Talvez eu diga pra alguém muito obrigado
Talvez eu não encontre ninguém
E ninguém lembre de mim.
Talvez eu sempre estive muito ocupado
Talvez eu aprenda o que é viver
Talvez eu não queira mais ser nada a mais do que sou
Talvez alguém goste de mim, assim.
E se eu morrer hoje, farei falta pra alguém.
Talvez hoje seja meu dia de sorte
E eu encontre alguém
E eu reencontre alguém
E eu me encontre.
Talvez eu perceba que a vida é simples
E que o tempo é curto.
Talvez eu ligue pra minha mãe
E fale com meu pai também
E diga que os amo.
Talvez eu encontre um amigo
Que queira dividir sua vida comigo.
Talvez hoje seja meu dia de sorte.
Talvez hoje seja o meu dia.
De novo o artista que sou despertou-se
Também acordou a criança que há em mim, essa mostra-se marcante como o fogo. É tão admirável e brilhante. É incontrolável, indomável.
Por fim, reergueu-se o gigante, despreguiçou-se. É forte. Independente e audaz. Quando quer, não há obstáculo que o impeça de conquistar o objeto que almeja.
A verdade é que estamos sempre à procura de respostas, exceto aqueles que se agradam com respostas fantásticas ou aqueles que cansam de lutar e aderem à uma idéia reveladora qualquer.
Somos sim compostos de matéria, somos corpo. Somos sim compostos de uma parte inorgânica, o que costumamos denominar de espírito. Ora queremos ser deste mundo, ora desejamos fugir deste e contemplar uma realidade subjetiva, talvez perfeita. Nossas decisões derivam sempre desses dois caracteres da nossa constituição. Ficamos em dúvida, principalmente quando devemos tomar decisões que colocam em choque esses nossos dois elementos constituintes. Porém não há outra saída senão escolher. E escolher implica sempre em conviver com as conseqüências. Entretanto, somos já desde sempre privilegiados, podemos escolher, re-escolher, organizar, reorganizar, decidir nossa existência e co-existência. Só por esse ângulo já podemos nos alegrar: somos homens, assim como somos, capazes de inventar nossa existência, podemos escolher ser felizes, ser bons, ou ser infelizes, ser autodestrutivos ou altamente aprimorados. Qualquer outra entidade extraterrena superior, das quais muito se vê falar, não têm esse privilégio, precisam sempre ser o que são, não podem e não devem, contradizerem-se; devem ser sempre perfeitos. Não é irônico.
Estamos à mercê das peripécias do devir, mas podemos brincar de ser deuses, e podemos felicitarmo-nos como sendo melhores que eles e maiores, pois tecemos nossa história, resolvemos nossos contra-tempos, fazemos nossas guerras e festejamos nossas vitórias, e o melhor, podemos dar crédito aos nossos dilemas: quão rui deve ser não poder sentir-se em dúvida, sentir-se confuso.
Obra de arte de autoria e propriedade de ivan hansen, direitos reservados.E quando o dia promete não ser bom? O que a gente faz?
As vezes tenho impressão que não basta ver o sol, ter o sol nas mãos; não é suficiente beber, comer, trabalhar, rir ou conversar com alguém. É preciso estar disposto a não ver, a fechar as mãos; é preciso deitar e recusar-se de comer, trabalhar e rir, e não querer falar com ninguém. Por quê? Porque é difícil ficar em pé em um mundo que gira ao inverso.
Girar ao inverso talvez seja a forma certa de movimento, mas é muito difícil de compreender e aceitar. Estou me referindo à necessidade de fazer escolha a cada instante, é tão difícil, e até mesmo quando recusamo-nos de escolher estamos escolhendo. Entretanto, talvez deva ser essa a sina proposta para nós seres humanos que “metidos” não apenas agimos, mas sentimos e re-sentimos, e temos consciência de nossa, talvez miserável, talvez grandiosa existência.
O jeito é viver da melhor forma possível para não piorar tudo, e talvez o melhor jeito em um dia como esse seja mesmo entrar em retiro e imaginar um mundo em que a água do rio não seja suja e nem corra para cima. E quem sabe amanhã o sol não brilhe com mais intensidade pela simples razão de que estaremos no topo da montanha e não nos vales de lama tentando encontrar esmeraldas em meio a porcos.

Não acontece nada por acaso ou de repente. A vida é uma corrente e você é que forja cada elo, e cada elo não será desfeito, pois seria interromper, cortar o fio que diferencia o ser vivo do não-vivo. Porém, é a partir de cada elo constituído que se deve dar prosseguimento a corrente. Logo, tudo está intimamente ligado, mas também tudo pode ser superado e novos elos da corrente da nossa vida podem mostrar-se brilhantes e não será necessário estar relembrando coisas indesejáveis que tenham ocorrido, o bom e agradável sobrepõe o ruim e repugnante.
Estou certo de que sou o ferreiro da minha própria existência: construo a grande corrente que deve ser a minha vida, elo por elo. Contudo, há sem duvida limitações impostas pelo soberano tempo e pelo meio social do qual todo o ser humano faz parte. Especialmente no que diz respeito aos equívocos, estes sempre marcam um período longo ou curto de atraso na concretização do que se quer.
Ser o forjador do próprio destino quer dizer também não poder dividir responsabilidades, mas não quer dizer necessariamente que não erramos ou não podemos errar, pelo contrário, estamos sempre errando, mas precisamos aprender com os erros e não cometer os mesmos nunca mais para não nos aprofundarmos nas sombras e trevas que a ignorância sugere e atrai.
Por fim, o que cabe ainda ser dito: viver é uma arte; não quebrar a corrente que é a vida dentro de si é já uma vitória, mas fazer acontecer tudo o que se quer, respeitando o majestoso tempo sem perder a audácia e irreverência é uma glória reservada a guerreiros aptos a conquistarem a posição de seres maiorais, divinos.

As pessoas precisam conscientizar-se de que o agir irracional que acarreta uma perda ou prejuízo para o outro é na verdade uma ação auto-destrutiva. Ninguém acaba bem fazendo o mal, pois nenhum mal é justificável.
Então, dizem: “mas tratam-nos como escória da sociedade, nos privam de oportunidades, a saída é roubar, matar, traficar”.
Na verdade, essa gente que assim pensa não entende que agem de fato como escória, e é por isso que são escórias, fazem-se excremento da sociedade; toda forma de injustiça deve ser reclamada para ser devidamente reparada por meios legais. A luta por fazer valerem direitos é sadia, mas a luta que acaba em sangue é o cúmulo da ignorância: homens que fazem esse tipo de guerra são como algumas espécies de serpentes que ironicamente se destroem engolindo o próprio rabo.
O que não é passageiro?
A força que existe dentro de cada ser não é passageira. Força que a todo o momento, em qualquer situação, principalmente nas mais desesperadoras, fica impregnada nas atitudes ousadas e corajosas de um sujeito otimista que ruma-se à sua glória.
A nobre força supracitada estará sempre presente entre os que também certificados de sua natureza buscarão por realizarem suas idealizações, seus propósitos maiorais. Esses sempre serão intolerantes e impiedosos com sigo mesmos, pois não admitirão outra possibilidade senão a conquista do que almejam. Logo, ao mostrar-se um habilidoso maestro de sua força interior o ser em ascensão torna-se eterno, porque a força é preciosidade, e não é passageira quando conscientemente sentida e vivenciada.




A fraqueza do homem advêm da necessidade de ser animal;
Sua força, por outro lado, advêm da necessidade de ser deus;
Ambas as características fazem parte da natureza humana, por isso não dá para fugir dessa realidade, a menos que alguém por aqui não seja desse planeta.
No entanto, não dá pra ser fera e anjo ao mesmo tempo _eles se opõem e se agridem.
Um sempre vence e predomina.
A nossa sorte é que até os anjos se cansam de ser bonzinhos
E as feras também adormecem.
O que somos?
Somos uma simpática arena onde cíclicas batalhas entre o bem e o mal acontecem.
Obs.: A obra de arte anexada a cima é de propriedade de Ivan Hansen, artista plástico, e devidamente registrada.